Sobre anti-clericalismo na TFP – Plinio Corrêa de Oliveira

 

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26-01-1985 CCEE Auditório com mais de 1500 pessoas

Não mencionado diretamente, Dom Antônio de Castro Mayer teve suas acusações refutadas, pois ao romper com a TFP em 1984, chamou-a de desobediente à hierarquia. Três anos depois, em ato público de desobediência à hierarquia nas sagrações de Êcone, D. Mayer foi excomungado junto com D. Marcel Lefebvre.

TRANSCRIÇÃO: https://cruciferos.wordpress.com/2020/07/26/sobre-anti-clericalismo-na-tfp-plinio-correa-de-oliveira

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Santa Bibiana, rogai por nós!

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Uma piedade que para sobreviver precisa fazer uma idéia falsa da Igreja, esta é uma falsa piedade, evidentemente. De maneira que, de vez em quando, é preciso referir coisas dessas.

Quando elas se tornam freqüentes numa época, é preciso dizer que elas são freqüentes. E quando acontece que maus lobos podem fazer mal para as ovelhas, eles são lobos que estão disfarçados com pele de ovelha, a gente tem que puxar a pele de ovelha e gritar: “Este é um lobo”.

Nos anos 40 começou a atual crise religiosa no Brasil. Ela já tinha começado na Europa, começou a fazer-se sentir no começo dos anos 40 no Brasil. Essa crise religiosa vem descrita num livro que a notícia e a documenta inteiramente, e contra a qual tudo se sussurrou e nada se escreveu, porque não houve coragem para isso. Esse livro se chamou: “Em Defesa da Ação Católica” e o autor tem o prazer de lhes dirigir a palavra, neste momento.

Nesse livro, o erro essencial que nós denunciávamos era o seguinte: a nova corrente sustentava que a Ação Católica era independente do clero; que os presidentes da Ação Católica dirigiam a ação católica, mas que o clero tinha só a função de uma certa vigilância, porque tinha chegado a hora da maioridade dos leigos e que, por isso, era preciso emancipar os leigos do clero.

Como hoje há fazendeiros comunistas, havia naquele tempo padres que queriam a entrega e, mais do que padres, havia bispos favoráveis à diminuição e eliminação do poder do clero em favor dos leigos. E nós nos levantamos, aquela ocasião contra isto. Sofremos uma verdadeira perseguição a favor do seguinte princípio, enunciado no livro  claramente, com uma citação de S. Pio X: que a Igreja é uma sociedade de desiguais, que Ela é constituída da Hierarquia e dos fiéis. A Hierarquia constitui na Igreja a parte docente, governante e santificante  –  os fiéis constituem a parte discente, governada e para ser santificada. Esse caráter hierárquico da Igreja era  exatamente o traço que se queria apagar.

Como se pode, depois da TFP ter entrado num verdadeiro ostracismo porque defendeu essa tese  –  a TFP… aquele que um dia seria o fundador da TFP  –  como se pode então, razoavelmente, suspeitar esta organização de querer exatamente o contrário? Fingindo ignorar que na espinha dorsal da história da TFP está esta epopéia pela luta do princípio da hierarquia na Igreja Católica?

De 1943 a 1985 podem muitas coisas mudar, dirá alguém  –  “o Senhor pensou assim naquele tempo, mas depois não pensou assim…”  Minha resposta é: – Aponte uma linha, aponte uma palavra, aponte um gesto, aponte um fato que seja desmentido do que eu disse naquele tempo!

Na realidade, o que se passa é o seguinte: é que inúmeras vezes, diante da apatia de nosso bom povo, da credulidade de nosso bom povo, diante da indiferença com que ele ia se deixando levar pelo erro, diante do fato de serem poucos os eclesiásticos que lutavam contra isto que é uma devastação da Igreja…  –  Paulo VI falou da “fumaça de satanás” penetrando na Igreja, ele falou da autodemolição da Igreja.

O que é a autodemolição da Igreja senão a demolição da Igreja pela Hierarquia? A autodemolição da Igreja é a demolição da Igreja por si mesma. E ela é tão hierárquica que nunca ela faz alguma coisa quando sua Hierarquia não faz e, portanto, se há uma autodemolição são elementos de sua Hierarquia que a estão destruindo. Isto a TFP o denunciou e o denuncia.  Se isto é ser anticlerical, então, eu pergunto: o que é ser clerical? É fechar os olhos e permitir que essa demolição vá e destrua a Igreja e o clero? Isso é ser clerical? Francamente: onde está a cabeça?

 

* * *

(Pergunta: Qual a melhor resposta quando acusarem a TFP de anticlerical?)

Uma pergunta que vem mais adiante e que eu tenho medo de não chegar até lá e quero tratar da pergunta agora. Essa pergunta põe o seguinte:

“Que eu não sou anticlerical, mas que várias pessoas mais moças da TFP são anticlericais. Prova: é que essas pessoas têm indiferenças, tem agastamentos, tem dificuldades com sacerdotes tradicionalistas; então, se elas tem essas dificuldades com sacerdotes progressistas e também com sacerdotes tradicionalistas tem com o clero inteiro.”

Eu tenho vontade de rir diante de uma coisa dessas. Essa pessoa foi perguntar quais são esses sacerdotes tradicionalistas com os quais um ou outro jovem da TFP possa se ter mostrado agastado? Ela foi perguntar o que é que eles pensam da TFP e o que é que eles dizem da TFP?

Inexplicavelmente, alguns tantos dentre eles a quem reconheço o mérito de sua posição tradicionalista, a quem eu não acuso de nada, eu digo simplesmente que é inexplicável essa situação. E quando a gente diz de um homem que aquilo que ele faz e com que a gente não está de acordo é inexplicável, a gente faz de um modo direto um elogio, porque se ele não valesse nada era explicável. Então, eu digo que é inexplicável que tenham uma sanha anti-TFP cuja argumentação nunca me foi dado conhecer, nunca soube porquê.

Já me dispus várias vezes a um diálogo, à uma conversa, vamos ver porque, digam o que é que há  –  e a conversa não sai, o diálogo não sai. Na minha dificuldade de movimentos, eu me ofereci a ir, com a minha idade, à cidade aonde eles moram, a uma das principais cidades aonde eles moram, para conversar quando quiserem, indique a data! Não sei a coisa. A conversa não sai!

Eu falo com fogo, mas falo com calma. Estou medindo cada uma das minhas palavras e sei que elas correspondem ao que a minha mente e meu coração querem. É assim!

Agora, vem outro lado da questão  –  eu poderia a esse argumento responder à minha amável consulente o seguinte: esses tem toda a razão nisso? Um juízo muito severo a respeito dos costumes de nossos dias  –  costumes que são adotados por uma imensa maioria dos homens contemporâneos. É um dos traços bonitos da formação sacerdotal e da atuação sacerdotal deles a luta contra esses costumes contemporâneos. Está bom, eles lutam contra esses costumes contemporâneos de algo que, grosso modo, se poderia chamar (grosso modo, é claro!) a totalidade do laicato católico.

Depois, aparecem leigos que estão na posição oposta e procuram viver nos bons costumes ensinados pela Igreja Católica, eles são também contra. Então, eles são contrários ao laicato? Seria uma pergunta tão estúpida que eu nunca faria. Com o devido respeito, eu digo: eu não vejo razão de ser para a pergunta paralela se nós somos contrários ao clero. São perguntas que não tem sentido!

Pessoas que falam que a TFP não é católica – Plinio Corrêa de Oliveira

 

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7-09-1984 CCEE

TRANSCRIÇÃO: https://cruciferos.wordpress.com/2020/07/25/pessoas-que-falam-que-a-tfp-nao-e-catolica-plinio-correa-de-oliveira

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Agora, Dona Vera, de Santo André. Está presente Dona Vera?  Bom, algum dos senhores leva a resposta a Dona Vera.

(FA: – É Yara.)

Ah, Yara, de São André. Está presente. Dona Yara?

Bem, como a pergunta dela é de interesse geral, eu respondo, os senhores depois levam ao conhecimento dela a pergunta.

(Ela está aqui.)

Ah, ela está aqui. Pois não, Dona Yara.

“Conheço a TFP faz pouco tempo, mas sou totalmente a favor, pois através dela recuperei a minha fé católica…

Isso para os meus ouvidos é uma harmonia, é uma música, que valeria a pena eu ter nascido e viver até a idade em que eu vivi, para poder apenas ter feito isto: ajudado uma pessoa a recuperar a Fé Católica.

(Aplausos)

… e gostaria de aprofundar-me mais e faço as seguintes perguntas:

Porquê as pessoas com quem converso insistem em afirmar que a TFP não é católica? Qual é a melhor maneira de provar que somos católicos, apostólicos, romanos realmente?”

São duas perguntas: Porquê dizem isso da TFP, uma pergunta. Outra pergunta é como provar que somos católicos.

A 1ª pergunta, por quê que as pessoas com quem Dona Yara conversa dizem que não somos católicos. É porque Dona Yara conversa com as pessoas que dizem que nós não somos católicos. Quer dizer, provavelmente, Dona Yara tem oportunidade natural de contato freqüente com gente que está influenciada pela esquerda católica, e a esquerda católica diz isso de nós, como nós dizemos deles o contrário, quem não são católicos são eles.

Uma vez que nós estamos em desacordo a respeito de como interpretar a religião católica, cada lado tem que achar que a interpretação do outro é falsa. Não tem por onde escapar.

Agora, por que eles dizem isso com tanta insistência? Eles dizem isso com insistência porque como eles querem levar para o lado deles os que são católicos, então eles têm que dizer, para os que seguem a nossa orientação, que nós não somos católicos. É uma coisa que é natural.

Agora, como é que nós provamos que nós somos católicos? É uma coisa muito simples. Dona Yara, se quiser, toma um número de “Catolicismo”, ou se quiser nós arranjamos uma coleção dos principais livros que nós temos publicado, e apresenta para essas pessoas, diz: “Olha aqui, se eles não são católicos eles estão perdidos, porque os loucos escreveram uma série de livros e publicam um jornal. E, se tem aqui uma coisa que não é católica, vocês esmaguem a eles! Levem para o cardeal condenar. O cardeal que publique: Eles cometeram tal erro, que está assim em tal página do livro. E nós esmagamos a eles. Vamos acabar com eles?”

Veja a cara que eles fazem. “Não, não é isso propriamente, é de outro jeito, é de outro lado…” passam de lado. Por quê? Nunca nós escrevemos um livro que não fosse um livro tão católico que não houvesse nada que dizer contra ele.

O primeiro livro que eu escrevi se chama “Em Defesa da Ação Católica”, foi no ano de 1943. Eu tinha, portanto, 34 anos. Lá vai tempo. Esse livro denunciava esses erros que estão se infiltrando agora no movimento católico. Houve verbalmente um boato de que meu livro continha erros, um boato colossal, ocupou o Brasil inteiro. Organizado, boato organizado.

Eu fiquei quieto, porque naquele tempo eu não escrevia ainda para nenhum jornal, eu era ainda moço e não tinha relações que me habilitassem a escrever para um jornal. Não tinha defesa.

Dois ou 3 anos depois, realizou-se uma reunião de todos os Bispos do Brasil no Rio de Janeiro. Eu escrevi uma carta a eles. Mandei entregar um por um. E um bispo que estava lá e que era amigo meu – ele já morreu há muitos anos, Dom José Maurício da Rocha, bispo de Bragança Paulista, aqui – Dom José Maurício da Rocha levantou-se na reunião e disse: – “Dr. Plínio Corrêa de Oliveira escreveu a todos nós uma carta aqui. Eu vou ler essa carta”.

E na carta eu dizia: “Eu peço que Vossa Excelência digam se meu livro tem algum erro. Se V. Excelências apontarem o erro e estiver convencido que é erro, eu estou disposto a fazer penitência de vela benta na mão do Largo da Sé! Se VV. Excelências apontarem um erro que eu achar que não é erro, eu estou disposto a recorrer ao papa – era Pio XII naquele tempo, um papa da linha justa – se o papa disser que há erro, eu faço penitência de vela na mão, ao meio dia, no Largo da Sé, ajoelho-me e faço penitência diante de todo mundo. Agora, se não tem erro, digam! Porque não se pode permitir uma calúnia dessas num país inteiro contra um homem. Eu peço justiça.”

Dom Maurício da Rocha me contou, que um dos arcebispos mais contrários ao livro começou a chorar, durante a reunião. Então perguntaram a ele: “Mas porquê está chorando?”

Por causa desse golpe do Plínio, porque, como eu fui contra o livro dele, se o livro dele for julgado pelos senhores, eu sou julgado também, e é uma injustiça me julgar a mim mesmo”.

Mas como! É uma injustiça? Ele não disse que o livro estava errado? Ele deve querer saber se está certo ou errado. Se ele errou, faça penitência ele. A qualidade dele de bispo não dá direito a ele a sustentar o erro, ele até tem mais que fazer penitência do que eu, porque ele é mestre e eu não sou. O bispo é o mestre do católico. Ele, portanto, tem que fazer penitência.

Ficaram com pena dele, não disseram nada.

Algum tempo depois, eu entrei numa fila de ônibus na Praça Patriarca, estava esperando ônibus, e veio um padre, cujo nome não quero mencionar, e me disse: “Dr. Plínio, eu vim de Roma e trouxe uma carta para o senhor, o senhor recebeu?”

Eu disse: “Não. Não recebi.”

Ele disse: “É pena, porque me deram em Roma uma carta, a carta é do Vaticano e era para o senhor. É pena, o senhor não recebeu, mas o quê que a gente pode fazer, nosso correio é ruim mesmo”.

Eu disse: “Mas padre, o senhor traz uma carta do Vaticano para mim e o senhor põe no nosso correio que o senhor diz que é ruim? Meu telefone está na lista, por quê o senhor não me avisou pelo telefone? Eu ia à sua casa, pegava a carta. Com uma carta de responsabilidade não se faz isso, padre!”

“É, quem sabe se eu fiz mal. Até logo Dr. Plínio.”

Eu fiquei muito desconfiado e mandei dizer para um amigo que eu tinha no Vaticano, que uma carta do Vaticano tinha se extraviado para mim. Daí a pouco, uns 20 dias ou um mês depois, esse amigo me telefona: “Olha, você sabe, tem uma carta dirigida ao senhor, aqui, mas essa carta veio do Vaticano e foi dirigida para o meu endereço”.

Eu em dois minutos estava lá.

Era uma carta escrita em nome de Pio XII elogiando o livro. Publiquei etc., etc., Ninguém mudou de atitude, continuaram na mesma. Essas são as coisas.

Então, como provar que a nossa doutrina é a católica? É essa, Nosso Senhor, quando um homem o injuriou, quando Ele estava sendo julgado, e depois Lhe deu uma bofetada – Nosso Senhor tinha falado uma coisa, o homem deu uma bofetada – Nosso Senhor deu a ele essa resposta: “Se eu disse mal, diz-me no quê; se eu não disse, por quê me esbofeteias?”

Nós também. O senhor diz que a TFP não é católica, diga no quê. Se não diz, porque fala mal dela?

É o que tem que dizer. Ele se encosta na parede. Está claro Dona Yara?

(Está)

Sobre o slogan: “a TFP é seita” – Plinio Corrêa de Oliveira

25-I-1985 CCEE

TRANSCRIÇÃO:https://cruciferos.wordpress.com/2020/07/18/sobre-o-slogan-a-tfp-e-seita-plinio-correa-de-oliveira/(abrir em uma nova aba)Dr. Plinio responde ataques comuns contra a TFP.

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Além da conferência sobre lavagem cerebral, os senhores terão uma conferência sobre seitas. E os senhores verão o que é que é seita. Diz-se que a TFP é seita, tal coisa é seita, tal outra coisa é seita. Ninguém diz que a turma do “Rock in Rio’ é seita; e havia uma porção de razões para achar que é seita. O que é uma seita? Nós vamos analisar o sentido jurídico disso, e segundo as maiores autoridades jurídicas mundiais, a palavra seita não tem consistência, ela não quer dizer nada!

Seita, se pode dizer da Igreja Católica, se pode dizer de um estabelecimento militar, pode-se dizer de toda espécie de estabelecimentos, que são seita; e que nada é seita. E por isso, por exemplo quando nos EUA  esteve para ser aprovada uma lei anti-seitas, o episcopado da província eclesiástica de NY, pediu que não fosse aprovada, porque era um modo de perseguir a Igreja. E quando se instituiu na França uma comissão de repressão às seitas, o episcopado francês pediu que essa comissão cessasse de atuar; prevenindo que era um modo de perseguir a Igreja Católica e todas as igrejas. Porque não há religião que não possa ser qualificada de seita.

A TFP é uma seita? Se a seita é tudo e ao mesmo tempo é nada, todo mundo é seita, e ninguém é seita!

Bem, em conseqüência de tudo isso, desenrolou-se, então, um estrondo publicitário fenomenal. Exceto um jornal “El Universal”, que publicava nossa matéria a peso de ouro, matérias de uma página inteira, que o adversário não respondeu durante todo o estrondo  –  o adversário fazia mentiras vergonhosas, nós desmentíamos a mentira no dia seguinte, eles não respondiam; eles voltavam para as mesmas acusações.

Eu não escapo ainda aqui à tentação de contar aos senhores um caso. O embaixador Gusmán, equatoriano, embaixador junto à Santa Sé, teve um filho que era membro da TFP da Venezuela. Sofreu um desastre de automóvel, sofreu uma pancada não sei aonde na cabeça, e ficou alienado. Não pensa. Este pobre rapaz foi levado para os pais no Equador, e está no Equador.

Bem, um detrator da TFP, um ex-membro da TFP, mentindo, declarou que a TFP fizera todo o possível para separar este rapaz dos pais. E fizera todo o possível também para que esse rapaz assim separado dos pais, se voltasse contra os pais. Mas que quando o rapaz sofreu o desastre, nós jogamos o rapaz na mão da família, como se fosse um bagaço, e nunca mais procuramos.

Bem, a TFP do Equador procurou o embaixador Gusman; ele deu uma carta magnífica, desmentindo tudo! Que o filho nunca separara dos pais, que tinha tido sempre relações exemplares com o pai, estava na Venezuela porque o pai queria; que a TFP, depois que o filho teve este desastre, até hoje não cessou de visitar, e que ele se comove com a solicitude da TFP.

Publicamos isto com uma interpelação: Sr. Fulano de tal, o senhor mentiu ou não mentiu? Responda amanhã! Nenhuma resposta, e as acusações continuaram a mesma! Até que, num crepúsculo trágico, os jornais mais debandados contra a TFP do que nunca, a televisão e o rádio começaram a dar que o Presidente Lusinchi iria fechar a TFP. Em certo momento leram a notícia, um decreto assinado por dois ministros, do Interior e da Justiça, suspendendo o funcionamento da TFP.

Imediatamente uma turbamulta de desconhecidos, chefiada por esta comissão de pais furibundos, rompeu os portões da Sede, invadiu a sede, começam a apedrejar a sede. Depois de horas da polícia não ir lá, não atender aos nossos que estavam de  porta fechada, sem poder resistir, afinal aparece a polícia, e abre um caminho para os nossos passarem.

Os adversários começam a se retirar… há mil episódios que os senhores vão ter notícias depois, e se retiram para lugares, casas de famílias amigas, para não serem mais perseguidos. Parecia tudo acabado. Começa outro episódio. A notícia, já dada anteriormente, o auge da calúnia, e portanto o auge da infâmia,  –  porque infâmia e calúnia são palavras indissociáveis,  –  de que a TFP estava planejando um atentado contra S.S. João Paulo II quando visitaria a Venezuela agora.

“Santo Inácio era Deus na terra”. Em que sentido? Plinio Corrêa de Oliveira comenta

 

https://gloria.tv/post/HLeHotZ8Yndv49tTnrR8pq8uJ

19-03-1980 SD

TRANSCRIÇÃO: https://cruciferos.wordpress.com/2020/07/16/santo-inacio-era-deus-na-terra-em-que-sentido-plinio-correa-de-oliveira-comenta

Dr. Plinio não trata diretamente do controvérsia-realejo Orlando Fedeli, vulgo “mutuca”, ex-membro que ficou 30 anos na TFP até que descobriu estar em uma “seita”, e para provar sua tomada de posição repetia o mesmo realejo, tal como os protestantes. Entretanto, nessa reunião Dr. Plinio faz comentários que respondem algumas acusações.

Para ver o livro-resposta contra o mutuca-realejo: https://cruciferos.wordpress.com/obras-de-dr-plinio/

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Há uma carta de São Francisco Xavier e Santo Inácio de Loyola – eu não conheço essa carta, mas muitas pessoas me falaram desta carta  –  em que São Francisco Xavier, que era súdito de Santo Inácio e recrutado por Santo Inácio para ser um dos fundadores da Companhia de Jesus – os senhores tem todos em vista, naturalmente que São Francisco Xavier é o grande apóstolo do Japão – e da Índia também  –  e que morreu com os olhos voltados para a China que ele queria evangelizar.

São Francisco Xavier escrevia a Santo Inácio e dizia que para ele, São Francisco Xavier, Santo Inácio era Deus na terra. A expressão evidentemente pode chocar a pessoas acidentalmente super cuidadosas da doutrina católica. Eu uso o advérbio “acidamente” porque ninguém pode ser mais cuidadoso da doutrina católica do que São Francisco Xavier, ou Santo Inácio de Loyola que recebeu bem a carta, e  esta carta costuma ser publicada pelas editoras católicas na correspondência de São Francisco Xavier como uma coisa inteiramente normal.

Qual é a razão de ser dessa expressão? É que na ordem da vocação, na ordem da graça, Santo Inácio de Loyola era mais do que São Francisco Xavier, porque Santo Inácio de Loyola era fundador e São Francisco Xavier era atraído à Companhia de Jesus por Santo Inácio de Loyola.

Uma vez que Santo Inácio representava, pela doutrina que dava e pela personalidade dele, representava um ideal que São Francisco Xavier por vocação deveria seguir, Santo Inácio de Loyola era, para São Francisco Xavier uma representação de Deus, um símbolo de Deus, como que, como que, como que uma fotografia de Deus na terra.

Quer dizer, São Francisco Xavier conhecia os desejos de Deus seguindo a vontade de Santo Inácio de Loyola; ele tinha o espírito que Deus queria que ela tivesse, tendo o espírito de Santo Inácio de Loyola; ele tinha a doutrina que Deus queria que ele professasse tendo a doutrina católica, mas dentro da doutrina católica tendo a doutrina com aqueles matizes psicológicos de apresentação e de insistência que eram próprios a Santo Inácio de Loyola.

Então, ele podia dizer que Santo Inácio de Loyola era, para ele Deus na terra, que dizer, era uma representação de Deus. Mais ou menos como um embaixador. O embaixador do país X no Brasil é o seu país no Brasil. Não quer dizer que ele traga no bojo a nação inteira; é uma expressão ridícula. Mas quer dizer que ele é um delegado, um representante; mais do que isso, ele é um símbolo. Olhando-se para esse embaixador, vê-se a nação quando ele está à altura de ser embaixador. Todos os predicados da nação se espalham nele e ele tem uma representação dada pelo país para que ele seja a nação presente em tal lugar. Então, o ultraje à pessoa do embaixador é um ultraje feito à nação. Isso são noções inteiramente corriqueiras e inteiramente comuns.

Isso que se dá na ordem inferior e superior na linha de vocação, dá-se também na ordem inferior e superior na linha da graça e em outros aspectos. Por exemplo, o Papa,  o Bispo, o Padre são como que Deus na terra para o católico, na medida em que eles com fidelidade à sua vocação e à doutrina católica, ensinam a verdadeira doutrina. É evidente. A Igreja é hierárquica, ela é constituída de duas classes: a Hierarquia que ensina, governa e santifica; e os fiéis que são ensinados, governados e santificados.

Então, aqueles que têm a missão de Deus de ensinar, governar e santificar são como Deus para aqueles que devem ser ensinados, governados, e santificados.

Isso se dá também na ordem temporal. Aqueles que na ordem temporal são mais do que os outros, esses são como representantes de Deus na terra para os outros. Os senhores dirão: Isso vale para as autoridades oficiais. Então, o Presidente da República, um governador de Estado tem um papel à maneira de Deus, ele exerce uma autoridade cuja origem está na natureza e, portanto, é divina, ele exerce essa autoridade sobre os súditos. Não se trata de saber aqui se eles pessoalmente são dignos dessa autoridade; eles a têm e têm o direito de mandar e quem obedece a eles na linha do poder que eles têm, obedece a Deus.

Por exemplo, se há uma ordem aqui da Prefeitura de não depositar o lixo no meio da rua e uma pessoa deposita, a pessoa de fato não obedece a Deus, porque Deus quer que haja cidade, Deus quer que haja prefeitura e quer que as ordens dos prefeitos sejam atendidas pelos munícipes. Então, desobedecer ao prefeito é desobedecer a Deus.

O prefeito pode ser um ateu, um maçom, pode ser até um comunista. Não é no caso nosso, não conheço o nosso prefeito, não estou fazendo alusão a ele, mas estou dizendo que pode ser até um comunista. Pouco importa: enquanto  prefeito, ele mandando coisas que são na linha da sua missão e próprias a ordenar a cidade para seu fim, ele deve ser obedecido por vontade de Deus.

Mas não se trata apenas disso. Aquelas que têm uma situação social mais alta, aqueles que têm mais cultua, mais educação, mais tradição, que portanto espelham certas qualidades naturais muitas vezes ilustradas, iluminadas e reforçadas pela graça, esses são, para os que não têm, também eles como que imagens de Deus na terra.

Quer dizer, eles têm a obrigação de ter qualidades mais excelentes, e têm obrigação de manifestar essa qualidade aos que são menos, de maneira que os que são menos admirem, e admirando se elevem. Não se elevem para imitar, mas se elevem para assimilar, o que é uma coisa diferente de imitar.

A esse respeito, creio já ter falado aos senhores, quanto eu sou contrário a essa organização do urbanismo moderno que divide a cidade em bairros com classes sociais diferentes. Então, por exemplo, Higienópolis, Jardins, Pacaembú, Sumaré, Pinheiros, sei lá o que, só uma determinada classe; depois, caminhos de Itaquera, só outra classe ou quase só outra classe.

Eu acho que isso evita que os que são menos conheçam o que são mais; e os que são mais conheçam os que são menos. E que essa permeação de qualidades dos que são mais para os que são menos, se opere normalmente.

Eu fui criado no bairro dos Campos Elíseos, que era o melhor bairro de São Paulo naquele tempo, em frente à minha casa havia uma fileira de casas operárias; e de outro lado  –  era uma casa de esquina  –  havia casas de minúscula burguesia, quase operária. Em diagonal havia uma das casas mais ricas e granfinas de São Paulo. Tudo misturado. E assim as várias categorias se conhecem, têm oportunidade de assimilar cada uma as qualidades da outra.

Qual é a diferença que vai aqui entre assimilar e imitar? Os senhores imaginem que desfila, garboso, um batalhão pela rua. Por exemplo, os couraceiros que os franceses me deram, e que até agora não têm uma prancheta onde figurar para estarem na minha sala da Sede do Reino de Maria. Imaginem os couraceiros desfilando. As pessoas vêem aquilo e ficam animadas; elas assimilam aquele espírito. O que quer dizer assimilar? Algo de decisão, da força, da disposição para a luta, da compenetração daquilo que é reto, direito, que próprio a uma tropa militar que passa, isso é assimilado por aqueles que não são militares. Eles não vão comprar uma couraça e tomar ônibus de couraça, seria uma imitação ridícula. Eles tomam algo do espírito e sem imitar nem copiar, uma vez que são civis e é ridículo estar imitando, ele entretanto assimilam, quer dizer, digerem, inalam, respiram algo que é do outro. E com isso sua alma cresce, embora eles continuem nas condições em que estavam, não passem para a condição do outro. Mas lucram.

Isso lhes vem de onde? Vem do fenômeno da admiração. Eles vêem passar o outro que tem mais cultura, mais porte, mais maintien, eles percebem aquilo e  algo no maintien deles que, sem copiar, assimila. Essa assimilação é uma verdadeira formação. Vem da desigualdade em que aquele que é menos vê e admira, e no fato de admirar instintivamente ele assimila. Porque a admiração traz uma assimilação. Essa é a função educativa que a classe mais alta deve exercer junto à classe mais modesta.

Essa função tem uma profundidade que não se pode imaginar. E por aí os senhores compreendem que a classe mais alta vive com o esplendor que tem, porque ela é admirada por aqueles que, entretanto, não a copiam.

Salve Maria!

Destacado

Site continuação do canal “Reino da Virgem Maria” que de 2013-2017 postou mais de 200 diversos áudios de Plinio Corrêa de Oliveira falando sobre variados assuntos.

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