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Belas palavras sobre a instituição da Eucaristia, por Plinio Corrêa de Oliveira

8-4-1971 SD.

Dr. Plinio (1908-1995) foi um advogado, catedrático de história na PUC-SP e autor de inúmeros livros, traduzido para diversas línguas. Mais conhecido por ter presidido a TFP, associação de inspiração católica que inspirou outras similares em inúmeros países.

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Santa Bibiana, rogai por nós!


Hoje é o dia da instituição da Santíssima Eucaristia. Os senhores devem tomar em consideração, pen-sando na Santa Ceia, o seguinte fato que me ocorreu uma vez. Se uma pessoa assistisse à Crucifixão de Nosso Senhor Jesus Cristo e visse todas as coisas se passarem como se passaram – uma pessoa que tivesse Fé e que soubesse que Nosso Senhor Jesus Cristo era Deus – feita a Crucifixão, e sabendo que depois haveria a Ressur-reição e a Ascensão, esta pessoa poderia se perguntar o seguinte: posta a Ascensão, nunca mais Ele virá à ter-ra? Então, até o fim do mundo, Ele estará ausente da terra? Isto é uma coisa arquitetônica? É uma coisa razoá-vel? Uma vez que Ele fez pelo mundo tudo quanto ele fez, pela humanidade tudo quanto Ele fez?

Uma vez que Ele imolou a Sua vida desse modo terrível, uma vez que Ele resgatou todo o gênero hu-mano, uma vez que Ele contraiu, quis contrair, condescendeu em contrair com os homens que Ele salvou essa relação tão especial, de Ele ser a cabeça do Corpo Místico, que é a Igreja, e estar continuamente pela graça com todos os homens, até o fim do mundo. De maneira que Ele viria a ser a alma de nossa própria alma, o princí-pio motor de toda a nossa vida, no que ela tem de mais nobre, de mais elevado, que é a vida sobrenatural, a vida espiritual. Uma vez que isto é assim, então nós deveríamos aceitar ser verdadeiro que Ele subisse aos Céus e que a presença real d’Ele na terra nunca mais fosse sentida e nunca mais fosse observada?

Quer dizer, tanta união de um lado, e uma tão completa, tão prolongada, tão irremediável separação do outro lado? Eu não quero dizer que a Redenção e o sacrifício da Cruz impusessem a Deus em rigor de lógi-ca, se assim se pode falar, a instituição da Sagrada Eucaristia. Me parece que a afirmação seria excessiva. Mas pode-se dizer que tudo clamava, tudo bradava, tudo suplicava por que Nosso Senhor não se separasse assim dos homens.
E que uma pessoa com senso arquitetônico deveria entrever que Nosso Senhor arranjaria um meio de estar sempre presente, e presente sempre junto a cada um dos homens por ele remidos. De maneira tal que houvesse a Ascensão, ao mesmo tempo ele estivesse sempre no Céu, no trono de glória que Lhe é devido, mas que ele acompanhasse, passo a passo, a via dolorosa de cada homem aqui na terra. De maneira que Ele esti-vesse com cada homem durante todas as dores da vida e até o momento extremo em que o homem dissesse por sua vez: “Consummatum est”.

Como é que esta maravilha se faria? Uma pessoa não poderia adivinhá-lo. Mas essa pessoa deveria fi-car sumamente suspeitosa de que uma maravilha assim se realizaria. De tal maneira está nas mais altas con-veniências da qualidade de Redentor de Nosso Senhor Jesus Cristo, de nosso Pai, de nosso Protetor, de nosso Médico, de nosso Divino Amigo, está nEle de fazer por nós essa maravilha.

E eu creio que se eu assistisse a Crucifixão e soubesse da Ascensão, ainda que eu não soubesse da Eu-caristia, eu começaria a procurar a Jesus Cristo pela terra, porque eu não conseguiria me convencer de que Ele tivesse deixado de conviver entre os homens.
Esse convívio verdadeiramente maravilhoso se faz exatamente por meio da Eucaristia.

Pudor, modéstia e elegância católica VS movimento hippie nudista neopagão – Dr. Plinio Corrêa

14-7-1971 SEFAC (Semana de Estudos para formação anticomunista) da TFP

Também retirado de: http://www.oprincipedoscruzados.com.br/2015/12/a-escritura-papas-santos-e-teologos.html

***

Nós temos agora, a subversão hippie, a subversão contestatária, etc. Os senhores já tiveram uma conferência sobre o hipismo, creio eu e não vou repetir o que já foi dito. O sabem que é um movimento que não existe sob a forma de um partido ou de uma associação definida, mas é uma espécie de lepra ou de erisipela, que vai cobrindo todo o corpo da sociedade contemporânea, e cujo espírito é anárquico.

(Aparte: Há altas cúpulas no hipismo?)

Eu acredito que o hippismo que sim, mas para os olhos do público isso até agora não apareceu. E se bem que eu, como professor de História, tenha certeza disso, porque conheço o modo de operar destes mo-vimentos, diretamente quanto ao caso hippie ainda não tive nenhuma prova.

O hippismo não consiste apenas no fato de que alguns jovens se entregam à vida hippie, não é isto apenas. Mas é de que incontáveis jovens que não se entregam à vida hippie, vão tomando hábitos hippies e mentalidade hippie.

Nós poderíamos considerar o hippismo em três de suas realizações, em três de suas agressões: a a-gressão moral, sexual, vamos dizer. Se os senhores quiserem, podem falar em terrorismo sexual, porque é um verdadeiro terrorismo sexual. Depois o terrorismo indumentário, que diz respeito aos trajes. E o terrorismo político.

O terrorismo sexual se manifesta pelo seguinte: a generalização da mini-saia, do short, e até em alguns países, de formas ainda mais execráveis de imoralidade. Por exemplo, os senhores sabem que na Suécia existe, em todos os países civilizados, existe evidentemente, casamento para pessoas, para ligar pelo laço conjugal, pessoas de sexo diversos. Na Suécia, existe casamento legal possível de homem com homem ou de mulher com mulher. Uma maior abominação não se pode imaginar. É a última palavra.

Em Nova York, há meses atrás, os homossexuais realizaram um desfile reclamando a impunidade; que a homossexualidade não seja mais crime. As mulheres homossexuais também realizaram um desfile paralelo. Quer dizer, a última palavra da ignomínia, não se pode descer mais baixo. Na Inglaterra, a lei re-primindo a homossexualidade foi revogada. Razão dada e que convenceu a Câmara dos Comuns e a Câmara dos Lordes: é que a homossexualidade se espalhou tanto que não é mais possível puni-la.

Os senhores compreendem o que isto quer dizer como imoralidade.

  • Não se vêem as abominações praticadas no mundo ocidental e cristão nem sequer en-tre as nações pagãs

Esses são fatos, que não se vêem, não se viram, nem sequer na maiorias das nações pagãs de antes de Jesus Cristo. Nem ali houve coisas dessas.

Para tomar um exemplo posterior a Jesus Cristo, mais perto de nós, os senhores tomem os inimigos dos nossos antepassados, portugueses e espanhóis: os mouros. Os senhores comparem a mulher moura, que andava com [tchador], aquele véu, que cobria o rosto até os olhos, e toda envolta em panos, e que era a pagã do tempo das cruzadas, com a católica dos dias de hoje, que se apresenta de short na rua e que vai comungar de mini-saia. Os senhores compreendem como o paganismo se tornou pior aqui do que do lado da lá.

Os senhores tomem uma japonesa em trajes tradicionais, uma chinesa em trajes tradicionais, uma hindu — são nações pagãs — são todas cobertas. O traje comum é púdico. O despudor nos trajes nossos, chegou ao auge.

A doutrina da Igreja ensina a esse respeito que o corpo humano se divide em três zonas: a zona in-diferente, a zona semi-pudenda e a zona pudenda.

A zona indiferente é a que se pode mostrar sem prejuízo nenhum para a moral de ninguém: o rosto por exemplo, as mãos etc.

A zona semi-pudenda é aquela que não é diretamente imoral mostrar, mas que uma moral exímia, preferia que não mostrasse. Quer dizer, não deixa de envolver um certo prejuízo para o pudor. Vamos dizer por exemplo, os braços inteiramente nus — o braço inteiro, não esta parte pequena do braço – são considerados como a exibição de uma parte semi-pudenda do corpo. Não se pode dizer que uma mulher que mostra os braços inteiros nus, que ela está diretamente imoral. Mas a moral tradicional da Igreja vê isto mal, prefere que não seja. Durante muitos séculos, e séculos e séculos, até anos atrás, a Igreja não dava comunhão à mulher que se apresentasse para comungar de braços de fora. Eu acho que alguns dos senhores aqui desta sala ainda conheceram isto. Essa é a parte semi-pudenda do corpo.

Agora, as partes pudendas do corpo, são não só as partes em que se dá a perpetuação da espécie, mas certas zonas que por uma certa conexão, sendo mostradas, despertam violentamente o instinto sexual. Isto são as partes pudendas do corpo. E mostrar a parte pudenda do corpo, é um pecado mortal, em si.

Então, segundo a doutrina da Igreja, mostradas as partes pudendas do corpo, a tentação carnal se torna violentíssima e muitas vezes incontenível. É por isso que não deve mostrar.

Agora, a que é que fica reduzida a moralidade de um povo, que toma o hábito de mostrar as partes pudendas? Porque as partes das pernas que ficam acima dos joelhos, são partes pudendas. Não se pode mostrar sem pecado mortal. Sobretudo o short. Os senhores estão compreendendo que é um incêndio sexual que essas coisas preparam.

  • O “casamento” entre homossexuais é um sintoma que precede imediatamente a morte de nações; exemplo da Grécia antiga

O que dizer da homossexualidade, quer masculina, quer feminina? Que é pecado mortal? É dizer muito pouco. É dos pecados que a doutrina católica qualifica como pecados contra a natureza, que clamam ao céu – diz o catecismo, diz a doutrina católica – e bradam a Deus por vingança. Sodoma e Gomorra foram destruídas porque praticavam a homossexualidade. Esta é a razão diretamente explicada na Bíblia. Esta é a razão. Por quê? Porque é um pecado que atrai a cólera de Deus. As nações onde a homossexualidade se vai generalizando, são nações que caminham para a sua completa decomposição.

A Grécia antiga, por exemplo, tinha casamentos entre homossexuais, mas é uma coisa que marcou o fim da Grécia, que acabou com ela. É um sintoma assim… como para um agonizante quando ele fica com os olhos vidrados, fica lívido, já não se move mais, se diz que é um sintoma que precede imediatamente a morte, assim se deve dizer da homossexualidade. Precede imediatamente a morte dos países.

A homossexualidade é protegida por grande número de moralistas católicos de nossos dias. Nós temos toda uma lista de autores católicos, padres, freiras, leigos católicos que dizem o seguinte: que no caso da homossexualidade, se deve favorecer uma monogamia entre homossexuais, para evitar a poligamia que seria pior. Por quê é pior? Eu não sei também. Os senhores estão vendo que caminha para o casamento. Porque onde a monogamia deve ser favorecida, deve haver um contrato que firme isso, que regularize isso, quer dizer, é o casamento. Autores católicos, hein!

Agora, os senhores estão vendo portanto, que a agressão sexual tem todas as características da última degradação, do último fim. Quer dizer, a característica do amor livre, comunista. O comunismo deseja o amor-livre. Isso conduz ao amor-livre. Destrói a família, destrói o casamento, destrói tudo.

A agressão indumentária: a frase pode parecer excessiva – agressão indumentária – mas eu sustento que os trajes de hoje são agressivos. Não há muitos anos atrás, todos os jovens usavam, como os senhores estão usando, paletó e gravata. Não é um traje admirável, mas é um traje decente. Foi a agressão indumentária de inspiração hippie que acabou com o paletó e a gravata.

(Aparte: Isso, não por comodidade da roupa?)

Como pretexto, a comodidade. Mas o senhor vai vendo até onde essa comodidade chega.

Vamos tomar a sua expressão: o pretexto foi a comodidade. Mas no fundo, está a doutrina de que todo e qualquer traje é incômodo. Então, o primeiro movimento foi por comodidade, abolir o paletó. Depois, por comodidade, substituíram os sapatos por uns mocassins e uns semi-chinelos, pantufas, quando muitos hippies só andam agora de sandálias.

Depois, por comodidade, as calças estão ficando cada vez mais estreitinhas, o que é um absurdo, porque a calça larga é que é cômoda. E encolhendo, vão ficado cada vez mais altas. Por comodidade, em muitos lugares, no Brasil por exemplo ainda não entrou, mas entra a qualquer momento – na Europa eu vi, Itália por exemplo -: os homens usam short, quer dizer, uma calcinha de menino, que deixa os joelhos des-cobertos, e a perna toda livre. Por quê? Porque é mais cômodo. Por comodidade as camisas vão sendo usadas com mangas curtas. Por comodidade, os pijamas já não tem golas, e já não tem manga.

Os senhores estão vendo que a ofensiva final é contra a calça. Quer dizer, no fundo, há uma erosão do traje, que chega até o nudismo. O caminho é o nudismo, onde se chega é o nudismo. É uma verdadeira agressão contra a dignidade humana, mas é assim que as coisas se passam.

(Aparte: No Rio, no verão só se usa camiseta normalmente. Normalmente, todo mundo usa camiseta. Em Co-pacabana, etc.

Normalmente é? O senhor vê.

  • Além da imoralidade que contém, a agressão indumentária também é uma agressão contra o bom senso; é o despudor abrindo caminho para a loucura

A agressão indumentária tem outro aspecto: é uma agressão contra o bom senso. Os trajes que ainda existem, são loucamente extravagantes. As cores, são cores berrantes e que não combinam. As modas seguem um ritmo louco, insensato. Por exemplo, ao mesmo tempo a mini-saia e a maxi-saia. É uma coisa louca, pois se é para usar mini-saia, use; e se é para usar maxi-saia, use. Mas não as duas coisas ao mesmo tempo.

O pior é o seguinte: é que a maxi-saia é de uma inutilidade maluca, do ponto de vista do pudor. Porque a maior parte das vezes, ela é cortada, e de dentro dela aparece de repente uma perna nua. Quer dizer, ela é comprida e não serve para cobrir nada. É um traje demente. Quer dizer, há anos atrás, se uma pessoa desenhasse uma maxi-saia, a gente mandava para um hospício. Porque não tem propósito. É como se os senhores virem um homem que entra numa casa de luvas, mas quando ele levanta a mão, a gente percebe que os dedos da mão da luva caem. Ele diz: “é o último tipo de luvas que eu inventei”. A gente diz: “ah, está bem, até logo!” Este é um louco. Porque se a luva é feita para cobrir a mão, não se pode compreender que, de repente, um dedo caia, esse dedo cai. Esse é um louco.

E introduzir uma moda em que o dedo da luva cai, é uma afronta ao bom senso. Esta afronta ao bom senso, a maxi-saia a faz em muitos casos concretos. É uma saia enorme, na qual a mulher parece que está dentro de uma barrica de pano, e de vez em quando sai uma perna de dentro. E uma perna completamente nua. Quer dizer, o que é isso? É uma forma de agressão ao bom senso.

Essa agressão indumentária nos Estados Unidos chegou à loucura. Um dos nossos amigos esteve em Nova York há alguns meses atrás. E ele assistiu nas grandes ruas de Nova York, à parada da loucura. Tem homens, tem mulheres, mas de idade feita, 40 anos, 45, 50 anos, como mocinhos ou mocinhas. Passa um, por exemplo, com penas como um índio. Depois passa uma outra com um turbante como de um negro, depois passa uma outra, quase nua e vestida de mocinha, e com graças. Isso não chama a atenção de ninguém, é normal. Quer dizer, é a explosão completa do bom senso dentro da indumentária.

Se eu fosse falar aos senhores da explosão e da agressão pedagógica, eu não sei onde nós iríamos, porque os métodos de ensino são tão malucos, ao menos no Brasil, não existe mais disciplina entre aluno e professor. Não existe mais aulas em ordem, não existe respeito, não existe método de ensino. O ensino está se decompondo, se erodindo completamente. Eu acredito que nos países dos senhores um pouco mais cedo, ou um pouco mais tarde, isso seja assim, ou já é assim, já vai em mar alto assim.

S. Felipe Néri, análise de um quadro seu – Plinio Corrêa de Oliveira

17-I-1986 SD. São Felipe Néri, século XVI na Itália.

Dr. Plinio foi um advogado, catedrático de história na PUC-SP e autor de inúmeros livros, traduzido para diversas línguas. Mais conhecido por ter presidido a TFP, associação de inspiração católica que inspirou outras similares em inúmeros países.

Áudio editado SEM GRITINHO JOANISTA, COMO TUDO NO CANAL.

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Santa Bibiana, rogai por nós!


Fundou não propriamente uma ordem religiosa, mas uma obra que se chamava Oratório: grupos de padres que moravam juntos. Não faziam os três votos – de pobreza, obediência e castidade — mas sujeitavam-se a um certo regulamento comum.

Era grande orador sacro e exímio teólogo. Conhecia soberbamente a doutrina católica.

Essa obra que São Felipe Néri fundou espalhou-se pela Europa, tendo sido muito perseguida. Por quê? Boa parte do clero do tempo dele antipatizava com a excelente orientação espiritual que o Santo proporcionava aos sacerdotes, e, através deles, aos jovens que procuravam os padres chamados oratorianos.

Uma das grandes figuras do Oratório, em dias próximos aos nossos, foi o famoso Padre Faber, inglês convertido do anglicanismo, que lutou magnificamente contra os protestantes. Foi também um grande propagador da obra de São Luís Maria Grignion de Montfort.

Qual era a acusação que lançavam contra São Felipe Néri? Diziam que ele tinha fundado uma seita! Vê-se, assim, que nada de novo acontece neste mundo…

Esse quadro apresenta São Felipe Néri já idoso, barba inteiramente branca, sobrancelhas negras, com a fisionomia de um homem que lutou muito e que ainda está no combate. Está olhando atento e desconfiado para um adversário não visível para nós. Dir-se-ia que ele está percebendo formar-se uma trama a certa distância, e que está pensando na argumentação e na rasteira que empregará contra o inimigo.

O caráter de luta é manifesto, não tanto pelo olhar — de muita vigilância e pugnacidade — quanto pelo formato contorcido das sobrancelhas. Assim como um batalhador fica marcado pelas características da guerra, dir-se-ia que, de tanto franzir as sobrancelhas, elas ficaram com o traçado de suas profundas preocupações. Mas, se o olhar é vigilante, toda a atitude do rosto é plácida. É a firmeza do guerreiro católico dotado de coragem.

Plinio Corrêa de Oliveira questiona D. Casaldáliga e o comuno-tribalismo no Roda Viva

4-10-1988 Roda Viva

Baixe o livro de título profético de Dr. Plinio, “Tribalismo Indígena, ideal comuno-missionário para o Brasil no século XXI”:
https://archive.org/details/tribalismo-c-capa-live-index

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Sem transcrição. Agradecemos a quem puder enviar.

Nascimento de Portugal com D. Afonso Henriques – Plinio Corrêa de Oliveira

28-01-1974 SD

Dr. Plinio foi catedrático de história na PUC-SP e autor de inúmeros livros.

“Eu creio que o primeiro documento da História do Brasil é este; e numa história do Brasil que se desse com alma, não se deveria começar por falar da nau que partiu de Portugal, mas deveria começar por contar que ia ser realizada a missão nas terras de Alentejo, nos campos de Ouriques, numa determinada noite, dada por Deus Nosso senhor a El Rei D. Afonso Henriques. Assim é que deveria começar uma verdadeira história do Brasil”.

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Santa Bibiana, rogai por nós!


Eu tenho aqui um Santo do Dia um pouco longo, de uma matéria que há muito tempo está para ser tratada – matéria, aliás, muito bonita –que fez parte da seção de medievalização. A ficha que está aqui não diz de onde o texto foi tirado, mas é o nascimento de Portugal. É tirado, agora vejo, da “Crônica de D. Afonso Henriques.”

“Introdução: Foi na batalha de Ouriques que nasceu o reino português. Enfrentando os infiéis maometanos  os portugueses achavam-se em grande inferioridade numérica. Muitos cronistas idôneos referem-se a cem israelitas para cada lusitano. Nessa situação crítica, Nosso Senhor vem ao auxílio do povo católico e ordenou que D. Henriques  ficasse rei daquele povo.”

Quer dizer, Portugal nasceu portanto duma batalha e, na coroação, no término dessa batalha, o reino de Portugal foi fundado. Os srs. vão ver como essa fundação se deu.

A tradição: Bastantíssima 

O português é um pouco arcaico mas eu creio que os srs. compreenderão.

era a tradição do aparecimento de Cristo, Nosso Salvador, feita a el rei D. Afonso Henrique, e mais confirmando-se com os escritos de nossos autores, e de muito estrangeiros gravíssimos, para se ter certo o favor  que Nosso Senhor quis fazer à nação portuguesa”.

Gravíssimos, aqui, quer dizer, pessoas dignas de todo crédito, muito graves, muito sérias.

“Documentos escritos: Mas, para maior confirmação, ordenou o mesmo Senhor

Daí vêm a crônica, que o cronista faz. O senhor é D. Afonso Henrique, 1º Rei de Portugal.

ordenou o mesmo senhor, parece que com particular providência, nos ficasse outra memória ilustríssima dessa verdade. E é uma escritura autêntica do ano de 1152, em que o mesmo rei D. Afonso, jura pelos Santos Evangelhos, como viu, com seus próprios olhos, ao Salvador do mundo, na forma que temos contado”.

Quer dizer, o próprio rei mandou fazer uma escritura, declarando o milagre que houve com ele. Esse documento se conserva e é a fonte dessa narração que vem aqui.

“Achou-se em o ano de 1506, no Cartório do Real Mosteiro de Alcobaça, este documento”.

Quer dizer, em 1506, esse documento já era velho, e foi encontrado nos papéis velhos do Mosteiro de Alcobaça.

E foi instrumento

Quer dizer, foi quem redigiu 

o Dr. Frei Bernardo de Brito, Cronista-Mor de Portugal, a quem o reino deve, com a glória adquirida por seus escritos, a glória e a graça de tão ditoso achado. É um pergaminho de letra antiga, já gastada, com selo de el Rei”

Quer dizer, com o lacre do rei.

Afonso, e outros quatro, de cera vermelha, pendentes com fio de seda da mesma cor, confirmado por pessoas de autoridade em que se funda o maior crédito humano que pode haver em escritura”.

Deve ser um lindo documento! Um pergaminho meio gasto pelo tempo, com o lacre do rei, e com quarto outros lacres vermelhos, com fios de seda pendentes dos lacres. Se nós tivéssemos isso, mandávamos fazer uma moldura na Sala da Tradição, ou talvez  na Sala do Reino de Maria, para glorificar bem um documento tão insigne.

“O Doutor Loureço do Espírito Santo, Abade então daquela Casa Geral da Ordem de Cister

São os monges cistercienses, fundados pelo Grande São Bernardo

neste Reino, pessoa de grandes letras e muita prudência, julgou ser vontade de Deus divulgar-se por todos essa memória. E, assim, indo a Lisboa, levou o pergaminho e mostrou-o aos senhores do governo. E depois, fazendo jornada à corte de Madrid, o apresentou ao católico rei D. Felipe II. E o viram também muitos grandes de sua Corte, e de todos foi venerado e estimado como merecia um documento de tanto preço, do qual o teor é o seguinte:

Eu não sei se a geração muito nova chega a tomar o sabor dessa redação tão antiga, e desses personagens que passam pelo documento, quase que por um vídeo. Então, é o gravíssimo Frei Bernardo, Abade de Cister; depois, os senhores do governo com quem ele fala. Afinal, ele vai a pé, provavelmente, atravessando a Serra da Estrela, ele vai até Madrid – porque, neste tempo, o rei de Portugal era Felipe II, rei da Espanha, que tinha herdado – um pouquinho à força, 99% por direito a 1% sendo à força – tinha herdado o Reino de Portugal.  De maneira que, então, era preciso apresentar a ele esse documento. E os senhores estão vendo o Dr. Frei Bernardo, que chega ao Escurial, onde se encontra o rei Felipe II, vestido de preto, com uma gola branca, sentado na cadeira, e o Frei Bernardo fazendo uma grande reverência, e o rei olhando com cara solene. Então, ele mostra o pergaminho, e o rei venera o  pergaminho, porque conta um milagre de seu antecessor, rei de Portugal. É uma cena toda ela bonita, toda ela com gravidade histórica, tão diferente de uma reportagem de jornal, de nossos dias: O Kissinger que chega…

O Texto – Eu, Afonso, Rei de Portugal

Vejam a nobreza… Eu, Afonso, rei de Portugal… não precisa sobrenome, está tudo dito

filho do conde Henrique e neto do grande rei D. Afonso”

Era rei da Espanha, com certeza… de alguma das Espanhas

diante de vós, Bispo de Braga, e Bispo de Coimbra, e Teotônio, e todos os mais vassalos de meu reino…

Quem seria esse Teotônio mencionado por ele, assim? Deveria ser um guerreiro, que devia estar assistindo de armadura, com uma espada em forma  de cruz, ao ato.

juro em esta cruz de metal e neste livro dos Santos Evangelhos em que ponho minhas mãos, que eu, miserável pecador, vi com esses olhos indignos a Nosso Senhor Jesus Cristo, estendido na Cruz, do modo seguinte”.

E o rei então começa, tudo jurado sobre os Santos Evangelhos. A solenidade…, a fé que tem esse homem, como ele compreende a gravidade do juramento que ele está fazendo. Ele depois, a humildade com que ele diz: eu, Afonso, juro e ponho as mãos que eu miserável pecador, vi com esses olhos indignos a Nosso Senhor Jesus Cristo”. Vejam a reverência para com Nosso Senhor Jesus Cristo. Os olhos dele viram a Cristo. Ele agora vai jurar. Os olhos ficaram, por assim dizer, sagrados porque viram a Nosso Senhor Jesus Cristo.

Então, começa a narração. A primeira parte da narração é “Inferioridade e risco na batalha”

Eu estava com meu exército nas terras de Alentejo, nos campos de Ouriques”

Até tem até uma cadência, os senhores não acham? Eu estava com meus exércitos nas terras do Alentejo… parece que tudo isso toma um aspecto fabuloso, feérico; as terras de Alentejo, nos campos de Ouriques, uma coisa extraordinária!

para dar batalha a Ismael

Quem era Ismael? Era o primeiro fundador da raça árabe. E como eles tinham uma noção muito grande da relação entre pai e filho, combater aqueles mouros era combater Ismael, que era uma figura do Antigo Testamento. Ele estava dando batalha a Ismael. Vejam a seriedade e a classe de tudo isso.

e outros quatro reis mouros, que tinham consigo infinitos milhares de homens.

Não, Ismael era um dos reis.

E minha gente, temerosa de sua multidão,

Da multidão do adversário

estava atribulada e triste sobremaneira. E entanto que publicamente diziam alguns, ser temeridade acometer tal jornada. E eu, enfadado do que ouvia, comecei a cuidar comigo o que faria”.

Dava quase  um verso de Camões. O rei, perturbado, porque os guerreiros dele estavam com medo diante da moirama imensa que estava lá para atacar.

Passamos, agora, à segunda parte. Ele faz uma meditação, ele vai cuidar o que ia fazer. Mas era um rei católico, então ele  faz  uma meditação. E ao cabo da meditação, uma oração confiante.

E como estivesse na minha tenda um livro em que estava escrito o Testamento Velho e o de Jesus Cristo, abri-o e li nele a vitória de Gedeão e disse entre mim mesmo: Mui bem sabeis Vós, Senhor Jesus Cristo, que por amor vosso tomei sobre mim essa guerra contra vossos adversários. Em vossa mão está dar a mim e aos meus fortaleza para vencer esses blasfemadores do Vosso Nome”.

Os srs. estão vendo a consciência reta dele. Ele estava de tal maneira combatendo pela causa católica, que ele nessa hora de perigo, disse: Meu Deus, vós sabeis que é por vós que eu combato. Agora, dai-me  força para eu levar adiante a minha guerra. Ele fez, portanto, uma meditação, e terminou com uma prece confiante.

Passa para outro ponto: ele fala, Deus ouve.

Ditas essas palavras, adormeci sobre o livro, e comecei a sonhar que via um homem velho vir para onde eu estava, e que me dizia: Afonso, tem confiança, porque vencerás e destruirás esses reis infiéis, e desfarás sua potência e o senhor se te mostrará.

Agora, vem então, um emissário.

“Estando eu nossa visão, chegou João Fernandes de Souza, meu camareiro, dizendo-me: Acordai, senhor meu, porque está aqui um homem velho que vos falar. Entre, lhe respondi, se é católico”.

Uma beleza! Imaginem a cena, uma tenda medieval, de um exército pequeno; mais adiante se vêem todos os exércitos dos 4 reis mouros; todo mundo acabrunhado diante da dificuldade,  o rei dormindo, extenuado, junto a uma mesa onde estão o Novo e o Antigo Testamento. Ele sonha. Do lado de fora, com forte sotaque português, o camareiro: — Meu senhor. – Que há, que queres? — É fulano que quer falar. — Entre se é católico. Lindo! Se não é católico, fora…

Então, há um sonho, um emissário, a mensagem.

E tanto que entrou, conheci ser aquele que no sonho vira, o qual me disse:

Então, primeiro, a predileção, [depois] duração de Portugal, [e agora a] promessa. É uma mensagem que, evidentemente é um mensageiro celeste que fala, porque ele sonhou com este homem e viu o homem logo depois.

Senhor, tende bom coração; vencereis e não sereis vencido.

Tende bem coração, naquele tempo não queria dizer “tende pena”, mas coração firme. Isso é que é bom coração.

Sois amado do Senhor porque, sem dúvida, pôs sobre vós e sobre vossa geração, depois de vossos dias, os olhos de Sua misericórdia até a décima sexta descendência, na qual se diminuirá a sucessão, mas nela assim diminuída, Ele tornará a por os olhos e verá.

É uma promessa da duração de Portugal. Quer dizer, Deus tinha amado aquele rei e o povo que ia nascer. Que ele não sabia que ia nascer. E durante 16 gerações Deus amaria Portugal. Depois, Portugal  entraria num declínio, mas que Deus olharia para Portugal de novo, e Portugal se reergueria novamente. Era  para a geração do rei, mas entende-se que era a geração de todo o povo português.

Ele me manda dizer-vos que quando na seguinte noite ouvirdes a campainha da minha ermida, na qual vivo há 66 anos, guardado no meio dos infiéis com favor do mui alto, saiais fora do real sem nenhum criado, porque vos quer mostrar Sua grande piedade.

É uma coisa linda. Quer dizer, esse homem era um eremita que vivia há 66 anos sozinho no meio dos infiéis, guardado maravilhosamente. Naturalmente, para esse momento histórico. Porque vale a pena nascer para desempenhar essa missão, e morrer. É vida cheia. Quem fez isso está com a vida cheia. Então, o modo do velho dizer: quando ouvirdes uma campainha, saí do real. Real é a zona do acampamento do rei, onde o rei está. E sem nenhum companhia, ide para o mato, porque Deus quer vos aparecer lá. Mas vejam a prova de confiança que ele exige: sem nenhuma companhia. Não pode ir com soldados, nem nada, tem que confiar em Deus.

Obedeci

Continua o rei a falar

e prostrado em terra com muita reverência, venerei o embaixador e quem o mandava.

Ele, nobre de alta categoria – daí a pouco seria rei  –   se prostrou em terra para venerar esse embaixador. E, na pessoa do embaixador a Nosso Senhor Jesus Cristo, que o mandava.

E, como posto em oração, aguardava o som, na segunda vela da noite, ouvi a campainha, e armado com espada e rodela, saí fora dos reis”.

Os srs. estão vendo que beleza. O rei passou a noite ainda impressionado com a presença desse venerando eremita, que naturalmente saiu. Em certo momento, no silêncio da noite, uma campainha. E o rei foge do acampamento, sem ninguém ver. Bom português, cauteloso, não deixou de levar a espada, para o que desse e viesse. E mais a tal rodela que deve ser, provavelmente, um escudo circular.

A aparição – E subitamente vi, à parte direita, contra o nascente, um raio resplandecente, indo-se pouco a pouco clarificando; cada hora se fazia maior. E pondo de propósito os olhos para aquela parte, vi, de repente, no próprio raio, o sinal da cruz mais resplandecente que o sol, e um grupo grande de mancebos resplandecentes, os quais, creio que seriam os Santos Anjos. Vendo, pois, essa visão, pondo à parte o escudo e a espada, me lancei de bruços e, desfeito em lágrimas comecei a rogar pela consolação de seus vassalos, e disse sem nenhum temor.

Agora, passa, então, à súplica.

A que fim me apareceis, Senhor? Quereis, porventura, acrescentar fé a quem já tem tanta?

Era um homem que devia estar muito seguro de sua virtude, para dizer uma coisa dessa.

Melhor é, por certo, que vos vejam os inimigos, e creiam em vós, que eu, que desde a fonte do Batismo vos conheci por Deus verdadeiro, filho da Virgem e do Padre Eterno, e assim Vos reconheço agora”.

É uma oração do outro mundo. Não há o que acrescentar, não  há o que comentar.

A cruz era de maravilhosa grandeza, levantada da terra quase dez côvados. O Senhor, com um tom de voz suave, que minhas orelhas indignas ouviram, disse:

É a promessa da vitória e da fundação do Reino de Portugal, que entra agora.

Não te apareci deste modo para acrescentar tua fé, mas para fortalecer teu coração neste conflito.

Quer dizer, fé tu tens, mas o coração não está tão firme…

E fundar os princípios de teu reino sobre pedra firme.

Os senhores estão vendo que parece o diálogo de Nosso Senhor com São Pedro  –   “o que dizem os homens sobre o Filho do Homem” e São Pedro reconheceu Nosso Senhor como Filho de Deus. Nosso Senhor respondeu: “Pois tu és pedra e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja”.

Assim também ele adorou a Deus, reconheceu a Deus, Deus disse a ele: sobre ti eu fundarei um novo reino. Tenha coragem, porque sobre ti fundarei um novo  reino. 

Confia, Afonso, porque não só vencerás esta batalha, mas todas as outras em que pelejares contra os inimigos de minha Cruz. Acharás tua gente alegre e esforçada para a peleja; e te pedirá que entres na batalha com o título de rei. Não ponhas dúvida, mas tudo quanto pedirem, lhes concede facilmente.

Quer dizer, o povo ia pedir a ele, os soldados iam pedir a ele que ele entrasse na batalha com o título de rei, para ele terem mais alento. Então, diz ele: Aceita quanto pedirem. E o mais que pedirem, concede facilmente. Estava fundado o reino. Mas fundado de um modo muito bonito, porque era, Deus profetizou e os guerreiros, por uma moção divina, aclamaram. Os senhores tem ambas as coisas que se conjugam. É uma verdadeira beleza.

Agora vem, além da promessa da vitória e da fundação, algo que talvez seja uma referência ao Brasil.

Eu sou fundador e destruidor dos reinos e impérios, e quero em ti, e em teus descendentes, fundar para Min um império por cujo meio seja meu nome publicado entre as nações mais estranhas.

Os senhores estão vendo que aqui está a evangelização do Brasil, que é uma coisa que nem se cogitava, naquele tempo. O Brasil, evidentemente, a África Portuguesa e Índia. Mas eu creio que não é imodesto achar que das várias partes que receberam a pregação, a mais insigne foi o Brasil. De maneira que havia um primeiro lampejo da existência do Brasil nessa promessa que foi feita na fundação do Reino de Portugal. É, ou não é verdade, que a gente vendo assim o Brasil florescer de uma promessa, nos dá mais alegria e esperança de sermos brasileiros?

Agora, Nosso Senhor, depois de ter previsto a fundação do reino e ter previsto a missão do Reino, Ele dá um símbolo:

E para que teus descendentes reconheçam quem lhes dá o reino, comporás o escudo de tuas armas do preço com que Eu remi o gênero humano, e daquele por que fui comprado pelos judeus, e ser-me-á reino santificado, puro na fé e amado na minha piedade.

São as quinas de Portugal, que representam as cinco chagas de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Agora, vem uma vítima expiatória.

Eu, tanto que ouvi essas coisas, prostrado em terra, O adorei, dizendo: Por que méritos, Senhor, me mostrais tão grande misericórdia? Ponde, pois, vossos benignos olhos nos sucessos que me prometeis e guardai salva a gente portuguesa. E se acontecer que tenhais contra ela algum castigo aparelhado

Que linda expressão “aparelhar um castigo”!

executai–o sobre mim e livrai este povo que amo como meu filho único.

Este homem era digno de serei. O rei tinha sido formado pela graça, antes de lhe ser dada a coroa. Um homem que diz “se o povo merece o castigo, meu Deus, que caia sobre mim, porque eu amo como amaria meu filho único”.

Consentindo nisso, o senhor me disse: Não se apartará deles, nem de ti, nunca minha misericórdia, porque por sua via tenho aparelhadas grandes searas e eles, escolhidos por meus segadores, em terras muito remotas.

Quer dizer, a grande misericórdia era, portanto, de vir um dia, a fazer seara no Brasil. Então, com isso era a misericórdia. Nós somos filhos de Portugal, é verdade, mas somos filhos dessa misericórdia que teve Portugal por canal e por instrumento. Eu creio que o primeiro documento da História do Brasil é este; e numa história do Brasil que se desse com alma, não se deveria começar por falar da nau que partiu de Portugal, mas deveria começar por contar que ia ser realizada a missão nas terras de Alentejo, nos campos de Ouriques, numa determinada noite, dada por Deus Nosso senhor a El Rei D. Afonso Henriques. Assim é que deveria começar uma verdadeira história do Brasil.

Ditas essas palavras, desapareceu. E eu, cheio de confiança e suavidade, me tornei para o Real. E para que isso passasse na verdade, juro eu, D. Afonso, pelos Santos Evangelhos de Jesus Cristo, tocados por essas mãos. E, portanto, mando a meus descendentes que para sempre sucederem, que em honra da Cruz e das cinco Chagas de Jesus Cristo, tragam em seu escuro os 5 escudos partidos em cruz; em cada um deles os 30 dinheiros; e, por timbre, a serpente de Moisés, por ser figura de Jesus Cristo. E seja este o troféu de nossa geração. E se alguém intentar o contrário, seja maldito do Senhor  e atormentado no inferno, como Judas, o traidor. Foi feita a presente carta em Coimbra, aos 29 de outro, era de 1152. Eu, El Rei D. Afonso.”

Vejam os senhores a coisa bonita. Este foi o desígnio da Providência. Parece que o desígnio completo era que o Brasil pagasse a Portugal; e que a tradição portuguesa, rediviva [revivida?] no Brasil, desse numa TFP de Portugal, para fazer revivescer em Portugal tudo quanto de Dom Afonso Henriques vem. E assim o círculo da história se fecha e o efeito volta para sua causa. E nós, filhos de Portugal, restituímos o que Portugal nos deu.

Aí está feito o Santo do Dia. Também não temos mais nada que acrescentar. Seria bom mandar isso ao grupo de Portugal.

Dr. Plinio prevê que a perda do poder da TFP será por FALTA DE RADICALIDADE

20-06-1991 Palavrinha.

Dr. Plinio foi um advogado, catedrático de história na PUC-SP e autor de inúmeros livros, traduzido para diversas línguas. Mais conhecido por ter presidido a TFP, associação de inspiração católica que inspirou outras similares em inúmeros países.

Prevê um sucessor seu que acabará com a influência da TFP.

“Sempre mais medo de ter faltar de radicalidade, do que exagerar a radicalidade. A tendência é faltar com a radicalidade. É muito mais cômodo”.

Áudio editado SEM GRITINHO JOANISTA, COMO TUDO NO CANAL.

Mais sobre esse tipo de previsão de Dr. Plinio: http://www.oprincipedoscruzados.com.br/2015/03/drplinio-preve-o-desmantelamento-da-tfp.html

Transcrição: https://cruciferos.wordpress.com/2020/09/24/dr-plinio-preve-que-a-perda-do-poder-da-tfp-sera-por-falta-de-radicalidade

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Para palavras desconhecidas, ver glossário https://cruciferos.wordpress.com/glossario/

TRANSCRIÇÃO: https://cruciferos.wordpress.com/2020/06/13/dr-plinio-preve-que-a-perda-do-poder-da-tfp-sera-por-falta-de-radicalidade

Significado das Siglas https://cruciferos.wordpress.com/significado-das-siglas-das-fontes/

Santa Bibiana, rogai por nós!


“[a perda do] poder da TFP dar-se-á por culpa nossa, ou por muita força que o adversário adquira sem culpa nossa.


Eu acho difícil que se dê sem culpa nossa porque se nós formos muito fiéis, muito fiéis, muito fiéis, eu não posso imaginar que escape das nossas mãos o poder.


Bem, pode ser que também a infâmia dos adversários (aliás, acontece sempre) os ajudará a conquistar o poder. Mas a culpa principal será nossa.


No que que haverá essa culpa? Fundamentalmente, tem que ser o seguinte: o desejo de não estar em um estado de ruptura com o mundo, mas pelo contrário estar em um estado de harmonia e de paz, ter o bem-estar de estar de acordo com todo mundo.


Esse bem-estar os homens o conquistam quando eles estão de acordo com os defeitos do mundo, e portanto, será um estar de acordo que começará por não estar tão em desacordo (…).


Depois dizer que, afinal de contas, não se pode atacar assim, sem mais nem menos. Depois acabar tomando o lado do mundo. Há certa altura dessa queda, perdemos o poder.


É possível que apareça um sucessor meu que diga que a situação já não é a mesma, que não se pode combater o mundo como outrora, que nós seremos fechados, como foram os jesuítas no século XVIII, os templários no século XV, e que por isso nós temos que fingir estar de acordo com o mundo, umas infâmias dessas.


Mas a partir do momento em que a gente abandone a perfeita radicalidade, nós teremos começado a cair. Minha questão é a radicalidade perfeita, que não dê margem para nada. Esse é o negócio.

[Alguém pergunta algo]

Tem que haver muito cuidado e sempre mais medo de ter falta de radicalidade, do que exagerar a radicalidade. A tendência é faltar com a radicalidade. É muito mais cômodo!

Isso que a gente não deve aceitar, não deve se pautar.

[Alguém pergunta algo]

Eu tomei o hábito… logo que começou a minha vida de Contra-Revolucionário, eu sentia tendência a não ser radical. “Não, eu vou ser católico, etc, etc, mas não vou levar a coisa além de certo limite, porque a vida se torna insuportável para mim se eu for além de certo limite”.

Mas eu me dei conta imediatamente que se eu não fosse até o último ponto, eu estava liquidado. Então, o único jeito possível era eu ir até o último ponto da radicalidade, dentro do limite que permite a Igreja. Não ser mais radical que a Igreja manda. Mas tudo que ela manda, chegar escrupulosamente até o último ponto da radicalidade.

Outra coisa é o seguinte: chegar logo, não deixar para amanhã, porque se eu deixar para amanhã, eu posso perder a força, perder a coragem. Então, fazer hoje, e fazer logo, e fazer por inteiro. Quebrar as pontes do retorno. Ou se preferir, queimar os navios que voltam para a terra da não-radicalidade.

Então, cenas que eu contei para vocês de rezar a Via-Sacra durante a missa elegante de São Paulo daquele tempo, e cem coisas que eu fazia que deixavam as pessoas aturdidas de radicalidade minha. E que, por assim dizer, me impediam de mudar depois de mudar de atitude. Eu tinha queimado os navios. 

É o que aconselho a todos os meus filhos.

Quando eu, por exemplo, quero que vocês aparecem aqui de hábito, quando vem outro parente de vocês, acho que primo de vocês, foi por causa da radicalidade”

A Prisão da Bastilha e sua tomada, fatos e mentiras (Série Rev. Francesa) – Prof. Plinio

14-07-1990 SD. Dr. Plinio foi um advogado, catedrático de história na PUC-SP e autor de inúmeros livros, traduzido para diversas línguas. Mais conhecido por ter presidido a TFP, associação de inspiração católica que inspirou outras similares em inúmeros países.

00:00 Prisão da bastilha: em que consistia
05:45 Tomada da Bastilha

Áudio editado SEM GRITINHO JOANISTA, COMO TUDO NO CANAL.

Veja mais aulas do Prof. Plinio sobre esse tema: https://cruciferos.wordpress.com/tag/revolucao-francesa/

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Para palavras desconhecidas, ver glossário https://cruciferos.wordpress.com/glossario/

ACESSE O SITE COM A TRANSCRIÇÃO: https://cruciferos.wordpress.com/2020/09/24/a-prisao-da-bastilha-e-sua-tomada-fatos-e-mentiras-serie-rev-francesa-prof-plinio/

Significado das Siglas https://cruciferos.wordpress.com/significado-das-siglas-das-fontes/

Santa Bibiana, rogai por nós!

*********

O rei — e com isso eu chego à Bastilha —, dizia um velho provérbio jurídico do reino da França; “O pai é rei dos filhos, e rei é pai dos país”. Quer dizer, tocava ao rei proteger os pais e tocava aos pais educar os filhos para respeitarem o rei. É sempre o sentido de cooperação.

Bom, e por causa disso, quando um filho andava em más companhias, quando o filho começava a pôr fora o dinheiro do pai, quando o filho fazia ações que dava ao pai medo que ele, de repente, fica-se criminoso. Quando a mulher andava namoriscando e o marido tinha medo que ela prevarica-se, quando o marido começava a gastar os bens da família. Enfim, qualquer coisa que perturbasse a vida da família, as pessoas que tinham queixa a fazer, podiam reclamar ao rei. E se estabelecia um processo secreto para não ser divulgado, para não ficar mal para ninguém, que subia até ao rei, de tal família que se queixava que tal filho tinha feito isso e que tal outro fazia aquilo, etc., etc. E pedia ao rei um tempo de prisão para aquele que anda mal.

Mas a prisão não era o Carandiru de hoje, era uma coisa inteiramente diferente, era uma reclusão até que aquele ou aquela sossegasse e tomasse juízo, sabendo que se continua-se, depois voltava para a prisão de novo.

Então, a parte contra a qual havia queixa, tinha o direito de se defender, o rei ouvia também. Mas se o rei entendia que o filho estava andando mal mesmo, e que o pai tinha razão, atendia o pedido do pai e mandava prender na Bastilha, um ano, dois anos, cinco anos, conforme fosse a coisa. E às vezes era mais, porque eram sujeitos tarados e perdidos que só ficando presos não faziam toda a espécie de loucuras.

Bem, o rei mandava prender essas pessoas na Bastilha, com uma carta escrita por ele ao diretor da Bastilha. Mas com fórmula já impressa, só preenchia os nomes: “O senhor tal, diretor da minha prisão da Bastilha, eu lhe ordeno que mande prender pelo prazo de tanto tempo na minha prisão da Bastilha, o senhor Fulano de Tal”. Para não difamar o homem, acrescentava: “Porque tal é meu belo prazer”. Quer dizer é para poupar, é para não dizer qual é o crime, para não ficar difundido.

A prisão da Bastilha era uma prisão muito singular porque conforme as posses do prisioneiro, ele podia levar os móveis dele, podia ter numa sala dele com cortinas, com tapete, com tudo. Podia mandar vir comida dos melhores restaurantes de Paris, se ele tivesse dinheiro. Ele, a única coisa que tinha era que ele estava proibido de sair, está proibido de fazer besteira.

Quer dizer, a Bastilha tinha o sentido de uma reclusão para o sujeito não fazer loucura, era uma espécie de corrimão numa escada, não era uma jaula para prender uma fera. E por causa disso, nas horas de lazer, eles podiam se encontrar no pátio da Bastilha, passear lá dentro, podiam subir às torres e às muralhas da Bastilha que era uma velha fortaleza medieval, e de lá ver gente que eles conheciam. Saudavam de longe, etc. Só que, grade é grade! E quando dava a hora do sino, voltava para a cela.

Na cela eles tinham biblioteca, podiam escrever cartas, podiam receber visitas nos dias de visita. Aí não é infamante ter estado na Bastilha, como por exemplo infamante ir parar a um Carandiru. Era como um menino que passa um tempo no internato. Quer dizer ficar lá não é gostoso, mas é tão pouco ruim quanto possível. É uma prisão de pai, porque o rei é pai dos pais, e protege os pais contra os filhos.

Bem, a fortaleza era enorme, no tempo da Idade Média ainda tinha servido para manter a defesa de Paris, era um dos elementos da defesa de Paris. Quando entrou o perigo das armas de fogo, as velhas fortalezas medievais perderam muito a sua utilidade militar e então passou a deixar de ser fortaleza e passou a guardar o tesouro real: a coroa, as jóias d a coroa, o ouro que o rei tinha, etc, etc., estavam guardadas na Bastilha. Com o tempo isto deixou de ser assim e passou a haver ali essa prisão de Estado.

* Os enciclopedistas murmuravam contra a realeza; Bastilha um antro de tirania

Mas o povinho conhecia pouco isso, e espalharam máfias tremendas contra a Bastilha, dizendo que havia gente lá presa a tanto tempo que ninguém mais sabia, estavam apodrecendo lá em prisões terríveis, que havia castigos horrorosos, que havia um homem usando uma máscara de ferro o tempo inteiro, porque o rei não queria que soubessem quem ele era, mas que, de fato, era um irmão gêmeo do rei que era muito parecido com o rei que não queriam que aparecesse porque não sabia, não sabendo o gêmeo quem é que era o verdadeiro rei.

Então, para evitar uma guerra civil esse homem era obrigado a ficar de máscara e quando entrasse alguém no quarto para falar com ele, tinha que bater antes para dar tempo a ele para afivelar a máscara no rosto. E ele só podia falar através dessa máscara.

Mas com uma série de coisas dessas, cada uma mais maluca do que a outra. E como a corrente dos enciclopedistas, esses ateus que eu falei aos senhores, era republicana, murmurava muito contra a realeza, contra a nobreza, eles começaram a espalhar o boato de que a Bastilha era um antro da tirania, e que para quebrar o poder absoluto do rei, era preciso invadir a Bastilha e libertar todos os presos da Bastilha.

* No dia 13 de julho, começa uma efervescência

Então, já desde o dia 13 de julho, começa uma efervescência de desordeiros — pagos naturalmente — para pedir para a Bastilha se entregar porque do contrário eles atacariam, etc. E a Bastilha tinha canhões, que poderião dispersar esses desordeiros facilmente, eles sabiam, mas eles sabiam tão bém que o rei Luís XVI era benigno, quase até à burrice. Que eles não temiam os canhões, e, depois de entendimentos com o governador da Bastilha, um tal Monsieur de Launais, eles conseguiram afinal que baixasse a ponte elevadiça e que entrassem representantes do povo para falar com Monsieur de Launnais. Quando baixou, entrou o povo inteiro. Então espandongaram, quebraram, etc., etc. E tiraram os presos, colocaram os presos em espécie de pranchas de madeira grandes, para fazer passear por Paris os presos, para verem as pobres vítimas da Bastilha, pobres vítimas do terror real. Como era uma coisa horrorosa, etc., etc.

Um era um velho com uma barba branca enorme, então esse pobre velho contava que tinha entrado mocinho, que ele mesmo não sabia porque era, e que estava abandonado lá, etc., etc.

Hoje está provado que esse velho nunca tinha estado na Bastilha, que era alugado para isso. Era um velho barbado que tinham encontrado lá e que estava alugado para isso, comodamente deitado sobre um colchão, carregado pelos outros e que ganhava dinheiro para isso. É uma profissão agradável! Estar deitado num colchão e passear pela rua e depois chega à noitinha, deixam em casa e está com o bolso cheio para mandar vir um bom jantar!, vive-se bem assim.

Bom, e eles pegaram, mataram vários da guarnição da Bastilha e levaram preso monsieur de Launnais, para ir dar explicações às autoridades populares sobre como era a Bastilha. Mas no caminho, eles mataram monsieur de Launnais, de maus tratos, etc., etc. Sem razão nenhuma porque ele cedeu o tempo inteiro. Com isso a Bastilha ficou vazia.

E pouco depois, eles empreenderam a demolição da Bastilha, e das pedras da Bastilha faziam assim Bastilhinhas pequenas que reproduziam a velha fortaleza, e que eram vendidas por esses artesãos, etc., a preço muito bom. E todos os revolucionários queriam ter uma Bastilha na sua própria sala para enfeitar.

Bem, estes acontecimentos em Paris simbolizaram a queda do poder absoluto. Quebrada a Bastilha estava quebrada a monarquia. E o resto foi apenas uma história de derrotas, uma depois da outra até chegar à proclamação da República, a decapitação do rei e da rainha. Era a Revolução Francesa que estava consumada.

Há dois fatos que mostram bem o rei que era apresentado como uma fera, que espécie de rei era esse? Ele tinha um diário em que ele registrava os fatos passados no dia. No dia 14 de julho, o registro era: “Nada”. No dia 15 de manhã, essas notícias todas chegaram a Versailles — só no dia 15 —, e um dos camareiros do rei, o duque de La Rochefoucauld, quando chegou a hora do rei levantar de manhã, foi comunicar a ele o que se tinha passado. E ele comunicou e o rei disse:

“Mas é uma revolta?”

O La Rochefoucauld, que era quinta coluna e era do lado revolucionário, disse a ele: “Não majestade, não é uma revolta, é uma revolução.” De fato, não era uma revolução, era a Revolução Francesa.

Dr. Plinio Corrêa chora comentando a crise na Igreja

7-06-1978 Aniversário de Batismo

…essa é a atitude de minha alma, em todos os minutos, em todos os segundos…ter ela inteiramente em minha alma.

Dr. Plinio foi um advogado, catedrático de história na PUC-SP e autor de inúmeros livros, traduzido para diversas línguas. Mais conhecido por ter presidido a TFP, associação de inspiração católica que inspirou outras similares em inúmeros países.

TRANSCRIÇÃO: https://cruciferos.wordpress.com/2020/09/24/dr-plinio-correa-chora-comentando-a-crise-na-igreja/

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Significado das Siglas https://cruciferos.wordpress.com/significado-das-siglas-das-fontes/

Santa Bibiana, rogai por nós!

*********

Entretanto, inesperadamente para mim, e a despeito de minha placidez habitual, essa emoção veio, veio inteira, a tal ponto que eu tive que me conter, quando ouvi referência a um “varão católico, apostólico, romano”… Porque é o que eu quero ser!… é filho da Igreja! E se eu amo tanto a mamãe é porque ela me conduziu à Igreja. E se eu amei a ela até o fim, é porque eu até o fim a examinei e até o fim eu notei que nela tudo conduzia à Igreja Católica. Mas meu amor… é à Igreja! E eu quereria dos senhores exatamente que nesta festa, que é exatamente uma festa de comunicação de almas, que é uma festa em que os senhores agradecem a Nossa Senhora o dom… que eu amo desmedidamente que é de pertencer à Igreja, recompensa demasiadamente grande que me foi dada antes de eu merecer, que os Srs. quisessem a Igreja Católica como eu quero…

O tempo vai indo, a idade vai crescendo, a “Bagarre” vai chegando… Meus caros, há vários aqui eu conheço há trinta anos, conheço há mais do que trinta anos. Eu calculo mal os tempos e as distâncias. Eu conheço talvez há quarenta anos… A esses todos continuamente eu não tenho feito outra coisa senão dizer: “Amai a Santa Igreja Católica Apostólica Romana!”… Aquela Igreja a quem amo tanto, que fico até incapaz de falar sobre Ela. E simplesmente ao Lhe pronunciar o nome, eu já sou incapaz de dizer depois o mundo de elogios e de amor que em minha alma existe…

Este é um momento de emoção. Mas esta é a atitude de minha alma em todos os dias, em todos os minutos, em todos os instantes: é procurar com os olhos a Igreja Católica, estar imbuído do espírito d’Ela, tê-lA dentro de minha alma, ter-me inteiro dentro d’Ela. E se Ela for abandonada por todos os homens, na medida em que isto seja possível, sem que Ela deixe de existir, tê-lA inteira dentro de mim. Mas viver só para Ela, de tal maneira que eu possa dizer, ao morrer: “Realmente, eu fui um varão católico e todo apostólico, romano! Romano e romano! Apesar de todas as misérias e todas as tristezas que a palavra “romano” possa apresentar.

Decadência da Idade Média com os Trovadores. Influência no romantismo do séc. XIX – Prof. Plinio

21-02-1989 JAN

Dr. Plinio foi um advogado, catedrático de história na PUC-SP e autor de inúmeros livros, traduzido para diversas línguas. Mais conhecido por ter presidido a TFP, associação de inspiração católica que inspirou outras em inúmeros países.


TRANSCRIÇÃO: https://cruciferos.wordpress.com/2020/09/22/decadencia-da-idade-media-com-os-trovadores-influencia-no-romantismo-do-sec-xix—prof-plinio

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Significado das Siglas https://cruciferos.wordpress.com/significado-das-siglas-das-fontes/

Santa Bibiana, rogai por nós!

Respeitar a si, aos outros, ao sacerdócio – Plinio Corrêa de Oliveira

15-6-1974 EXT

Dr. Plinio foi um advogado, catedrático de história na PUC-SP e autor de inúmeros livros, traduzido para diversas línguas. Mais conhecido por ter presidido a TFP, associação de inspiração católica que inspirou outras similares em inúmeros países.

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Significado das Siglas https://cruciferos.wordpress.com/significado-das-siglas-das-fontes/

Santa Bibiana, rogai por nós!


Em geral, se convencionou a idéia de que a gentileza é uma forma de amabilidade que torna a pessoa atraente, que atrai os outros. Então, segundo os padrões correntes, seria pessoa gentil, a pessoa sempre muito amável, pessoa risonha, muito disposta a fazer favores, fazer pequenas atenções e com isso muito capaz de atrair os outros. Não sei se é esse o conceito corrente de gentileza que os srs. conhecem. Se os srs. conhecem esse conceito, tenham a bondade de levantar o braço, eu quero ver os vocabulários como mudam de época para época.

Então, não mudaram tanto assim…

Agora, na realidade, eu acho que se nós fossemos cuidar de gentileza apenas neste sentido restrito, nós estaríamos jogando mal, porque a arte de atrair os outros não consiste apenas em sorrir, não consiste apenas em fazer pequenos favores. É muito mais complexa a arte de atrair os outros. E para essa arte de atrair não há uma palavra própria, então a chamam de gentileza. Mas o que se chama hoje de gentileza é apenas uma parte do conjunto dessas coisas que é a arte de atrair.

Então, vamos tratar de ver qual é a arte de atrair os outros.

Em geral, a gente atrai os outros porque tem algo para dar para os outros. Daí não escapa. Quando não tem algo para dar, a gente não atrai. Naturalmente, as pessoas muito ricas atraem porque têm dinheiro e proporcionam prazeres, proporcionam prestigio para os outros; as pessoas muito inteligentes atraem – quando atraem, porque hoje a pessoa muito inteligente nem sempre atraem – quando encontra outros que querem participar dessa inteligência por meio da conversa, querem apresentar alguma coisa; as pessoas muito divertidas atraem porque fazem dar risada.

Mas como os srs. estão percebendo por todos esses exemplos, as pessoas atraem porque dão algo.

Atrair por essas razões não é muito difícil. Uma pessoa que tenha dinheiro e encontrar alguém que gaste com ela, é a coisa mais fácil que pode haver no mundo. É só ter um bonito automóvel, por exemplo, encostar o automóvel na porta do colégio na saída e dizer: “olhe, quem for do bairro, entre… fulano, você que mora um pouco longe, eu deixo a você…” ele vem correndo. A gente forma um amigo. Propriamente a gente compra um amigo. Amigo à venda, não é difícil encontrar; difícil é que ele seja amigo, o que é uma coisa diferente. Porque um amigo venal, que espécie de amigo é?

Com muita inteligência, também não é difícil atrair. Desde que o sujeito seja muito inteligente e saiba aproveitar a inteligência, ele abre a boca e tem alguns que querem ouvir o que ele diz.

O palhaço engraçado sempre encontra uma súcia de palhaços que vão atrás dele, porque diz a Escritura que o número dos estultos é infinito. E portanto o número daqueles que gostam de passar a vida dando risada, é infinito também.

Agora, que espécie de gente a gente atrai por meio da gargalhada? Por meio da piada?…

A pessoa que não tem como recurso senão uma inteligência, uma educação, uma capacidade comuns, ou um pouco maiores do que comuns, um pouco menores do que comuns – os srs. sabem que comum envolve graus diferentes – e que entretanto sabe atrair os outros. Como é que isso se faz? Como se faz esse trabalho de saber atrair os outros?

A gente deve dar a idéia – mas deve ser uma verdade, não deve ser um bluff, uma tapeação que a gente faz para os outros – mas a gente deve dar ao mesmo tempo aos outros algumas impressões.

A primeira impressão é que a pessoa se preza a si própria. O que é a pessoa prezar-se a si própria? Não é a pessoa ser mega, não é a pessoa querer ser mais do que é, imaginar mais do que é. Mas quando a pessoa é alguma coisa, saber que é aquilo que é. E no modo de se apresentar, de tratar os outros, os outros sentirem que a pessoa quando trata, sente aquilo que é, quer dizer, tem consciência daquilo que é.

O que um dos srs. pode sentir que é?

Os srs. – ao menos que me consta, não há entre os srs. nenhum ricaço, não há nenhum magnata, não há nenhum aristocrata descendente do mais puro sangue da aristocracia européia, ao menos não me avisaram até agora. Se avisarem eu dobro a língua e mudo de atitude. Mas até agora não me avisaram.

Os srs. o que são? São rapazes de famílias dignas, de famílias que estão subindo, que estão se fazendo pelo seu esforço, de famílias que, portanto, transmitiram para os srs. uma certa educação, que absolutamente não é a educação de qualquer um que anda pela rua.

Por outro lado, os srs. são rapazes que estão trabalhando, que estão estudando, que aspiram a uma situação definida, a uma situação digna dentro da sociedade. Não são gentis-homens, não são príncipes, não são nababos, eu não percebi ainda que houvesse um gênio entre os srs.

Isto é secundário. É alguma coisa, mas é secundário. Muito mais importante do que isto é que os srs. são batizados, são católicos, apostólicos, romanos, que foram chamados por Nossa Senhora para uma vocação muito alta, muito nobre. E que isto tudo deve refletir-se nos srs. por uma espécie de respeito que os srs. têm para consigo mesmos.

No que é que o respeito que a gente tem para consigo diferencia da megalice (orgulho)?

Uma vez o André Maurois contava uma história do rei Jorge V da Inglaterra; o avô da atual rainha Elisabeth, foi rei no tempo de Hitler, em que o Hitler governava a Alemanha. Então, contava o seguinte: que toda noite, o rei da Inglaterra e a rainha, quando não tinha solenidades de corte etc., eles jantavam na intimidade e depois iam para uma saleta que era a biblioteca do rei. E que aí o secretário do rei tocava a vitrola para ele. Ainda era do tempo da vitrola com aquela alavanca. O secretário ia colocando os discos de acordo com um programa determinado e quando chegava uma certa hora, parece que 10 horas da noite, infalivelmente, com aquela pontualidade britânica, o rei vendo jornais, olhando qualquer coisa e a rainha fazendo um trabalho de mão qualquer. Quando chegava as 10 horas em ponto, os dois se levantavam e a vitrola tocava o God save the King – Deus salve o rei, que é o hino nacional britânico. O rei se levantava e se punha em atitude de continência; a rainha punha-se em atitude de oração. Quando terminava, os dois diziam boa noite para o secretário e iam para o quarto.

Então, comentava o André Maurois o seguinte: que o rei tomando esta atitude, fazia no fundo um ato de humildade, porque ele respeitava em si uma dignidade que estava posta nela e que não era idêntica com a pessoa dele. Era algo de nobre, de elevado, uma tradição, um princípio que ele representava e diante do qual ele tomava uma atitude de respeito. Ele respeitava a sua própria condição de rei.

Então ele faz uma comparação com Hitler. Hitler era o mega (orgulhoso), e que não respeitava princípio nenhum. Ele respeitava a própria influência que ele exercia sobre os outros, o mando que ele exercia sobre os outros, o terror que ele exercia sobre os outros. Ele dizia: eu sou eu, eu mando nos outros.

A atitude de Jorge V era outra: há um princípio, que é o princípio da realeza, da origem divina do poder – seja ela da realeza ou não, mas de origem divina de todo o poder. De onde, desse princípio, que no momento pousa em mim, mas que não é idêntico comigo, eu mesmo devo tomar uma atitude de respeito. E por causa disso, ele então tomava esta atitude na hora do hino, como durante a vida inteira. Ele era um rei que se respeitava. Não era um mega. Ele era um homem que tomava uma atitude de respeito diante de um princípio que havia nele.

A mesma coisa se deve dizer de um padre. Um padre deve respeitar-se porque ele deve respeitar o sacerdócio que há nele. O sacerdócio é um poder divino que Nosso Senhor Jesus Cristo conferiu a ele, que é uma participação do sacerdócio pleno que existe nos bispos. O sacerdote tem o poder de operar a transubstanciação, de conferir certos sacramentos. Por causa disso o sacerdote deve respeitar-se a si próprio. Não por se considerar um grande homem, mas por algo de sagrado que há nele, que foi posto por Deus.

Nós temos dois títulos para nós nos considerarmos sagrados, neste sentido. Primeiro, o batismo. O batismo faz de nós o povo de Nosso Senhor Jesus Cristo, aqueles que participam da vida da graça, que são membros do Corpo místico de Cristo. São Paulo dizia – e Nosso Senhor disse isso várias vezes em outros termos – que Nosso Senhor Jesus Cristo é a Cabeça e nós somos o corpo. De tal maneira nós somos unidos a Nosso Senhor Jesus Cristo. E por esta forma nós devemos respeitar muito em nós a nossa condição de batizados.

Por outro lado, nós temos uma vocação. Nós fomos chamados para sermos contra-revolucionários, os cavaleiros de Nossa Senhora no século XX. É evidente que esta é uma altíssima vocação, porque nós defendemos a causa católica numa situação de grande tensão, de grande pressão, de um grande sacrifício. É uma prova de afeto Nossa Senhora nos ter chamado para isso. Então nós devemos ter isto o dia inteiro em vista. E respeitarmos a nós mesmos como o rei da Inglaterra se respeitava a si próprio, ou como um padre se respeita a si mesmo. Tudo tem seu grau: nós não somos o rei da Inglaterra, também não somos um padre. Mas eu quero dizer, à maneira de. Desta forma nós devemos o dia inteiro ter uma atitude de respeito para conosco mesmos.